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Especialistas alertam: veja o que realmente acontece quando você toma analgésico com frequência

Descubra os riscos de usar esses medicamentos de forma indiscriminada

Quézia Andrade por Quézia Andrade
5 de novembro de 2025
em Notícias
Pessoa segurando pacotes de cápsulas e comprimidos de analgésico, alertando sobre os riscos do uso excessivo de medicamentos.

Especialistas alertam sobre os perigos do uso frequente de analgésicos, destacando o impacto na saúde. Imagem: Freepik

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Os analgésicos são frequentemente considerados aliados no dia a dia, sendo utilizados para aliviar dores como cefaleias, dores nas costas, musculares, articulares, cólicas menstruais e febre. No entanto, é importante destacar que, embora proporcionem alívio, esses medicamentos não tratam a causa do incômodo. Eles apenas ajudam a atenuar um sinal de alerta do corpo, sem resolver o problema subjacente.

Esses medicamentos costumam ser indicados para dores agudas, como uma dor de cabeça esporádica, cólicas ou em situações pós-operatórias. Os mais comuns, como o paracetamol e a dipirona, funcionam bem em casos leves a moderados. No entanto, o uso frequente e sem orientação médica pode trazer riscos à saúde.

Riscos do uso contínuo de analgésicos

O principal perigo do uso indiscriminado de medicamentos para dor é mascarar uma condição de saúde mais séria que precisa de investigação e tratamento adequado. Quando a dor se torna rotina e o remédio também, o problema subjacente pode evoluir sem ser diagnosticado. O corpo pode estar sinalizando algo que vai além de um simples mal-estar.

Além disso, o organismo pode desenvolver tolerância. Isso significa que, com o tempo, a dose que antes era eficaz deixa de fazer efeito, levando a pessoa a precisar de quantidades maiores para obter o mesmo alívio. Esse ciclo aumenta exponencialmente os riscos de efeitos adversos e danos a órgãos como fígado e rins.

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Imagem ilustrativa dos riscos do uso contínuo de analgésicos, destacando os possíveis efeitos adversos à saúde.
Uso prolongado de analgésicos pode esconder condições graves de saúde.
Imagem: Freepik

Especialistas explicam os perigos da automedicação

A automedicação com fármacos para dor é uma prática perigosa. Especialistas alertam que o uso contínuo, especialmente sem entender a causa da dor, pode levar a danos permanentes. O fígado e os rins são particularmente vulneráveis, pois são responsáveis por metabolizar e excretar as substâncias químicas presentes nos remédios. Em pessoas com predisposição a problemas renais ou hepáticos, o risco é ainda maior.

“Esse comportamento é um dos principais desencadeantes da dor crônica, pois a causa da dor é no início ignorada e/ou contornada com o uso dessas drogas. Mas, após tomar um remédio específico por um tempo, seu efeito deixa naturalmente de ser percebido e a pessoa tende a ingerir uma dose superior. Isso a deixa sob o risco de lesões estomacais, sangramentos, danos hepáticos e renais”, diz Paulo Renato Fonseca, diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), de acordo com o CRF-PR.

Ingerir esses medicamentos diariamente sem supervisão médica é uma atitude de alto risco. A dor é um sintoma, e tratá-la sem investigar sua origem é como desligar um alarme de incêndio sem apagar o fogo. A condição que causa a dor pode piorar, tornando o tratamento futuro mais complexo.

Veja o que diz o Dr. Paulo Faro, especialista em Neurologia em seu canal do YouTube:

Possíveis efeitos colaterais

Com o tempo, o uso crônico desses medicamentos pode desencadear uma série de efeitos colaterais graves. Entre os mais preocupantes estão:

  • Lesão hepática: O uso excessivo, principalmente de paracetamol, é uma das principais causas de danos ao fígado.
  • Insuficiência renal: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), outro tipo comum de analgésico, podem comprometer a função dos rins a longo prazo.
  • Sangramento gástrico: Muitos analgésicos podem irritar a mucosa do estômago, causando úlceras e sangramentos.
  • Cefaleia por uso excessivo de medicação: Um fenômeno paradoxal onde o próprio remédio para dor de cabeça passa a ser a causa da dor, tornando-a crônica e mais resistente ao tratamento.

Cuidados e quando procurar um médico

Ao sentir dores frequentes, o primeiro passo é sempre procurar a orientação de um profissional de saúde. Não ignore os sinais do seu corpo. Dependendo do tipo de dor, diferentes especialistas podem ajudar:

  • Dores musculares e articulares: Um ortopedista ou reumatologista são os mais indicados.
  • Dores de cabeça recorrentes: Um neurologista pode investigar as causas e indicar o tratamento correto.
  • Dor crônica ou sem causa aparente: Um clínico geral ou um médico especialista em dor podem conduzir uma investigação aprofundada.

Para mais informações sobre saúde e bem-estar no Sena Nutri.

Perguntas frequentes

Com que frequência é considerado “uso excessivo” de analgésicos?

Não há um número exato, mas o uso por mais de dois ou três dias na semana, por várias semanas seguidas, já é um sinal de alerta que merece uma avaliação médica.

Analgésicos naturais são uma alternativa mais segura?

Embora algumas opções naturais possam ajudar, elas também podem ter efeitos colaterais e interagir com outros medicamentos. A orientação profissional continua sendo fundamental.

Crianças e idosos correm mais riscos com o uso contínuo?

Sim. Seus organismos metabolizam medicamentos de forma diferente, tornando-os mais suscetíveis a efeitos colaterais e intoxicações, mesmo em doses menores.

É possível sentir efeitos de abstinência ao parar de usar?

Para analgésicos comuns, não há abstinência física. No entanto, no caso da cefaleia por uso excessivo, a dor de cabeça pode piorar temporariamente após a suspensão do medicamento.

Tags: analgésicosautomedicaçãodor crônicauso indiscriminado de remédios
Quézia Andrade

Quézia Andrade

Biomédica CRBM2 nº 17394. Redatora especialista de conteúdos de Estética e Nutrição do grupo Sena Online.

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