Você sabia que um único movimento, realizado apenas com o peso do corpo, pode transformar sua saúde de maneira integral? Reconhecido como um dos pilares do treinamento físico, o agachamento vai muito além do fortalecimento das pernas. Ele é um exercício completo que recruta músculos do core, glúteos e quadris, impactando positivamente desde a sua postura até a velocidade do seu metabolismo.
Incorporar este exercício na rotina de treinos é uma estratégia para quem busca não apenas resultados estéticos, mas também um corpo mais funcional e resistente para as atividades diárias. A seguir, confira os principais benefícios que tornam este movimento indispensável.
Fortalecimento integral: Da postura ao equilíbrio
A força gerada durante o agachamento não se limita aos músculos das pernas. O exercício exige uma estabilização constante do core (a região que abrange abdômen, lombar e quadris), o que é fundamental para proteger a coluna e manter o alinhamento corporal correto. Um core fortalecido melhora o controle motor, resultando em movimentos mais precisos e coordenados.
Esse aprimoramento do controle corporal se reflete diretamente no equilíbrio, diminuindo o risco de lesões e aumentando a segurança ao realizar tanto tarefas cotidianas quanto outros exercícios mais complexos. A postura é outra grande beneficiada, pois um centro de força estável ajuda a sustentar a coluna, prevenindo dores e desconfortos.
Metabolismo acelerado e saúde óssea
Por recrutar grandes grupos musculares simultaneamente, o agachamento possui uma alta demanda energética. Isso eleva a queima calórica durante e após a sua execução. Além disso, o ganho de massa muscular promovido pelo exercício aumenta o metabolismo basal, fazendo com que o corpo gaste mais calorias mesmo em repouso, o que favorece o processo de emagrecimento.
A saúde dos ossos também é impactada positivamente. A carga aplicada sobre a coluna, quadril e pernas durante o movimento estimula a densidade mineral óssea. Este estímulo é um fator importante na prevenção de condições como a osteoporose, tornando o exercício relevante para a saúde óssea em todas as fases da vida.
Mobilidade e funcionalidade para o dia a dia
A execução do agachamento envolve a flexão e extensão das articulações do quadril, joelhos e tornozelos. Quanto maior a amplitude do movimento, realizada com a técnica correta, maiores os ganhos de mobilidade e flexibilidade nessas áreas. Manter essas articulações funcionais é fundamental, especialmente com o avanço da idade.
Uma boa mobilidade articular facilita atividades simples como levantar um objeto do chão, sentar e levantar de uma cadeira ou alcançar algo em uma prateleira. Isso preserva a independência e a qualidade de vida, pois um corpo com boa amplitude de movimento tem menos risco de sofrer com tensões musculares e ligamentares.

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Como executar o movimento corretamente?
A técnica correta é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do exercício. Seguir um passo a passo simples pode fazer toda a diferença, especialmente para iniciantes.
- Posição inicial: Fique em pé com os pés afastados na largura dos ombros ou um pouco mais. As pontas dos pés devem estar levemente apontadas para fora. Mantenha a coluna ereta e o abdômen contraído.
- A descida: Projete o quadril para trás e para baixo, como se fosse se sentar em uma cadeira. Flexione os joelhos e o quadril simultaneamente, mantendo o peito aberto e o olhar para frente. Desça até que as coxas fiquem, no mínimo, paralelas ao chão, ou o máximo que sua mobilidade permitir sem curvar a lombar.
- A aubida: Empurre o chão com os calcanhares para retornar à posição inicial. Estenda o quadril e os joelhos ao mesmo tempo, mantendo o core ativo para não projetar o tronco para frente ou para trás.
Para iniciantes, uma dica é estender os braços à frente, na altura dos ombros. Isso cria um contrapeso que ajuda a dar mais estabilidade durante o movimento. Com a prática, os braços podem ser mantidos junto ao tronco.

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Um exercício versátil e acessível
Uma das vantagens deste exercício é sua versatilidade. Ele não requer equipamentos e pode ser praticado em qualquer lugar. Além disso, existem inúmeras variações — como o sumô, búlgaro ou com salto — que permitem diversificar o treino e continuar progredindo. Seja qual for seu nível de condicionamento, há uma forma de incluir este movimento poderoso em sua rotina e colher seus benefícios.
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Perguntas frequentes
1. Preciso de equipamento para fazer agachamentos?
Não. A versão mais básica do agachamento utiliza apenas o peso do próprio corpo, sendo acessível para ser feita em qualquer lugar.
2. Qual a profundidade ideal para o movimento?
A profundidade ideal é aquela em que você consegue manter a técnica correta, sem curvar a coluna lombar. O objetivo inicial pode ser atingir a linha paralela das coxas com o chão.
3. Fazer agachamento prejudica os joelhos?
Quando executado com a técnica correta, o agachamento fortalece os músculos que dão suporte aos joelhos, ajudando a protegê-los. O risco de lesão surge com a execução incorreta ou excesso de carga.
4. Quantas vezes por semana devo incluir o exercício no treino?
A frequência ideal depende do seu programa de treinamento e nível de condicionamento. Geralmente, incluí-lo de 2 a 3 vezes por semana em treinos de membros inferiores é uma boa estratégia.
5. O agachamento sumô tem os mesmos benefícios?
O agachamento sumô (com as pernas mais afastadas) compartilha muitos benefícios com o tradicional, mas dá uma ênfase maior nos músculos adutores (parte interna da coxa) e nos glúteos.






