A terceira idade pode trazer consigo uma série de desafios emocionais. Transições como a aposentadoria, a perda de entes queridos e as alterações na saúde física podem ser gatilhos para sentimentos de tristeza e ansiedade. No entanto, é fundamental entender que esses estados emocionais não são uma consequência inevitável do envelhecimento. Existem estratégias eficazes e acessíveis para fortalecer a saúde mental e recuperar a qualidade de vida, permitindo que esta fase seja vivida com mais alegria e equilíbrio.
Muitas dessas abordagens podem ser integradas facilmente à rotina diária, promovendo bem-estar de forma natural e sustentável. O melhor de tudo é que grande parte delas não exige grandes investimentos financeiros e pode ser adaptada às condições e preferências de cada pessoa.
Entendendo as mudanças: Por que a tristeza não é “coisa da idade”
A vida após os 60 anos é frequentemente marcada por mudanças profundas. A aposentadoria, por exemplo, pode retirar um senso de identidade e propósito que o trabalho proporcionava. Da mesma forma, a mudança de lar ou a perda de um cônjuge são eventos que abalam profundamente a estrutura emocional do idoso. A sensação de perda de controle sobre a própria vida, especialmente quando a saúde física está mais frágil, pode intensificar o estresse e o desânimo.
Estudos indicam que a perda de um parceiro é um dos fatores mais críticos para o bem-estar emocional nesta fase. É um erro comum normalizar a dor emocional como “natural da idade”. Trata-se de um sofrimento real que necessita de cuidado, empatia e, quando necessário, tratamento adequado. A indiferença apenas agrava o problema.
Sinais de alerta: Quando a tristeza persistente requer atenção

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Ignorar os sinais de alerta da saúde emocional pode levar a quadros mais graves, como depressão e transtornos de ansiedade. É preciso estar atento a mudanças de comportamento que persistem por semanas. Alguns dos sinais mais comuns que indicam a necessidade de buscar ajuda profissional incluem:
- Perda de apetite ou alterações relevantes no peso;
- Insônia ou excesso de sono;
- Isolamento social e falta de interesse em atividades antes prazerosas (apatia);
- Dificuldade de concentração e de tomada de decisões;
- Irritabilidade constante e negativismo prolongado;
- Fadiga e falta de energia sem causa aparente.
Se houver qualquer menção a pensamentos suicidas, a busca por um médico deve ser imediata. Psicólogos, psiquiatras e geriatras formam uma rede de apoio qualificada para ajudar o idoso a reencontrar o equilíbrio.
Estratégias práticas para renovar o bem-estar emocional
Felizmente, muitos sintomas de tristeza e ansiedade podem ser aliviados com a adoção de hábitos simples e saudáveis. Cultivar o bem-estar mental é um processo contínuo que envolve corpo e mente.
Movimente-se para renovar a mente
A atividade física é uma das ferramentas mais poderosas contra a ansiedade e a depressão. Práticas como caminhadas, natação, dança ou yoga estimulam a liberação de endorfinas, conhecidas como os hormônios do bem-estar, que melhoram o humor de forma natural.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana para idosos, o que também fortalece o corpo e melhora a qualidade do sono.

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Conecte-se para não se isolar
Manter laços sociais fortes é importante para prevenir o isolamento, um dos principais fatores de risco para a depressão. Participar de grupos de leitura, clubes de jogos, aulas de artesanato ou centros de convivência ajuda a criar um senso de pertencimento e comunidade. O simples ato de conversar e compartilhar experiências com outras pessoas na mesma fase da vida já proporciona um grande alívio para sintomas depressivos.
Explore terapias criativas como válvula de escape
Atividades como arte, música e dança são excelentes formas de expressão que não dependem de palavras. Pesquisas mostram que essas práticas melhoram a qualidade de vida e o estado emocional. Além disso, técnicas de relaxamento como meditação, mindfulness e tai chi chuan são eficazes para reduzir o estresse, acalmar a mente e encontrar um maior equilíbrio no dia a dia.
Alimente o seu humor com a nutrição certa
Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes específicos, pode ajudar a estabilizar o humor. Inclua no cardápio alimentos com:
- Ômega-3: Encontrado em peixes como salmão e sardinha, e em oleaginosas como nozes.
- Antioxidantes: Presentes em frutas vermelhas, vegetais de folhas escuras e abacate.
- Vitamina D: Obtida através da exposição solar moderada e alimentos como ovos e leite.
Ao mesmo tempo, é recomendado evitar o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e açúcar, que podem intensificar as oscilações de humor. Um nutricionista pode ajudar a montar um plano alimentar personalizado.
A importância de manter a mente ativa e com propósito
Manter o cérebro ativo com estímulos cognitivos é tão importante quanto exercitar o corpo. Atividades como ler, fazer palavras cruzadas, jogar cartas, aprender um novo idioma ou tocar um instrumento musical ajudam a preservar as funções cerebrais e melhoram o humor.
Estabelecer uma rotina diária com pequenas metas e atividades prazerosas proporciona um senso de propósito e organização, elementos fundamentais para a estabilidade emocional!
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